Paraná e Santa Catarina realizam transferência mútua de custodiados em operação conjunta 25/03/2026 - 10:52
Nesta terça-feira (24), foi realizada uma operação de escolta interestadual entre Paraná e Santa Catarina, no âmbito das ações integradas entre as polícias penais dos dois estados. A iniciativa teve como foco a otimização logística, o reforço da segurança operacional e o fortalecimento da cooperação institucional entre as corporações.
Ao todo, 26 pessoas privadas de liberdade (PPL) foram encaminhadas ao estado de Santa Catarina, enquanto outras 29 foram recepcionadas no Paraná, onde passarão por triagem e posterior distribuição entre as regionais do sistema penitenciário. A operação envolveu custodiados vinculados a processos judiciais em um estado diferente daquele em que se encontravam, o que reforça a importância da articulação interestadual para o adequado cumprimento das determinações judiciais.
“Essa transferência realizada não será única, pois a quantidade de custodiados que já estão com suas questões judiciais definidas continuarão sendo analisadas para que novos ajustes como este sejam concretizados. Esta ação também atende a uma necessidade das próprias pessoas privadas de liberdade, que voltam para seu estado de origem e ficam mais próximas de seus familiares, além de todas as outras vantagens processuais”, explica o diretor-adjunto da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Maurício Ferracini.
“Estas tratativas estão sendo submetidas aos Grupos de Monitoramento e Fiscalização dos Tribunais de Justiça. Já houve, inclusive, reunião com um grupo de trabalho para que as tratativas que foram deliberadas e que já estão acontecendo também sejam formalizadas através de um expediente próprio, para que seja uma política de continuidade entre as polícias penais dos dois estados”, completa Ferracini.
A atuação foi estruturada de forma concentrada, tendo como pontos principais o Presídio Regional de Joinville e a Penitenciária de Integração Social de Piraquara (PISP), unidade responsável pelo recebimento e redistribuição interna dos custodiados. A ação transcorreu sem intercorrências, com total preservação da integridade física dos envolvidos e rigoroso cumprimento dos protocolos de segurança estabelecidos para esse tipo de operação.
Segundo o chefe da Divisão de Operações de Segurança da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Sidnei de Souza Geraldino, a operação reforça o compromisso institucional com a eficiência e a cooperação entre os estados. “A Polícia Penal do Paraná reitera, nesta operação, seu compromisso com a integração entre os estados, a correta aplicação dos recursos públicos e, sobretudo, com a segurança e a preservação da integridade física de todos os envolvidos”.
Para o chefe da divisão, a operação demonstra a eficiência do planejamento integrado entre Paraná e Santa Catarina, com foco na organização, uso racional de recursos e execução segura. “A missão foi realizada sem intercorrências, evidenciando a capacidade institucional de conduzir operações complexas com responsabilidade e eficiência, fortalecendo a cooperação interestadual e assegurando a continuidade desse modelo nas próximas ações”, explica.
A iniciativa reforça a aproximação institucional entre Paraná e Santa Catarina, consolidando um modelo eficiente de cooperação interestadual. O formato adotado, com concentração logística e redistribuição planejada, possibilita maior racionalização de recursos e contribui para que os custodiados possam cumprir suas penas em unidades mais próximas de seus vínculos familiares, em consonância com os princípios da execução penal.
Para a secretária de Justiça e Reintegração Social de Santa Catarina, Danielle Amorim Silva, a ação é um movimento estratégico. “Estamos trabalhando de forma contínua para devolver aos seus estados de origem aqueles custodiados que não pertencem a Santa Catarina. Esse movimento é fundamental para garantir melhores condições de gestão e segurança nas nossas unidades”.
A operação contou com a atuação conjunta de 14 policiais penais do Paraná — sendo quatro do Setor de Operações Especiais (SOE) e dez do Setor de Operações Táticas (SOT) —, além de 36 policiais penais de Santa Catarina (NOT e SOE). Novas operações nesse formato já estão previstas, evidenciando a continuidade e o fortalecimento dessa política integrada de gestão penitenciária.










