Oficinas e canteiros de trabalho favorecem reintegração de pessoas custodiadas no Paraná 04/01/2026 - 16:21

O Paraná vive um momento de expansão das atividades laborais, educativas e de capacitação profissional dentro do sistema prisional. Oficinas, aulas, canteiros de trabalho e projetos de produção passaram a ocupar um espaço central na rotina das unidades, criando novas oportunidades de reintegração. Atualmente, 15.015 pessoas privadas de liberdade participam de atividades laborais no Paraná, o que representa 35,30% da população carcerária.

A estratégia abrange desde a realização de atividades produtivas internas até a formação de parcerias com empresas privadas, cooperativas e instituições públicas, com o objetivo de garantir ocupação, qualificação e dignidade às pessoas custodiadas. 

“Nossa responsabilidade enquanto gestão é incentivar ações que devolvam dignidade, qualificação e oportunidades às pessoas privadas de liberdade. A execução penal não se limita ao cumprimento da pena. Ela precisa oferecer caminhos reais de mudança”, destaca a diretora-geral da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Ananda Chalegre.

De acordo com ela, os canteiros de trabalho têm se consolidado como um dos principais instrumentos de ocupação produtiva, reunindo desde serviços internos, como lavanderia, manutenção e jardinagem, até linhas de produção mais complexas, que incluem fabricação de blocos de concreto, confecção de uniformes, marcenaria, costura e oficinas industriais.

Em setembro, a PPPR inaugurou um barracão de 4 mil m² na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão — abrindo de imediato mais de 450 vagas de trabalho para pessoas privadas de liberdade.

O avanço desses programas tem sido impulsionado por parcerias firmadas com o setor produtivo e com instituições de ensino. Empresas privadas e cooperativas ampliaram a oferta de vagas e modernizaram espaços de trabalho dentro das unidades, enquanto escolas técnicas, universidades e órgãos públicos colaboram com a formação profissional.

A combinação de qualificação e experiência prática fortalece a preparação para o mercado e amplia as chances de empregabilidade após o cumprimento da pena.

Além das frentes produtivas, o sistema prisional também intensificou ações educativas e atividades voltadas à cidadania. Iniciativas como cursos profissionalizantes, programas de leitura, oficinas de competências comportamentais e projetos culturais reforçam a perspectiva de ressocialização. Em 2025, essas ações consolidaram uma política mais abrangente, que alia trabalho, educação e desenvolvimento humano.

“Ao longo deste ano, vimos uma série de iniciativas se consolidarem — desde novos canteiros de trabalho até ampliações em cursos e projetos de capacitação — demonstrando que é possível conciliar segurança, oportunidade e desenvolvimento. Quando investimos em trabalho e formação, os resultados retornam para toda a sociedade”, destaca a diretora da PPPR.

Ela acrescentou que, com resultados crescentes e adesão ampliada, o Paraná encerra o período fortalecendo uma política de reintegração social centrada na capacitação e na geração de oportunidades reais. “As iniciativas implementadas nas unidades penais evidenciam o compromisso do Estado em reduzir a ociosidade, qualificar a mão de obra e oferecer caminhos concretos para que as pessoas privadas de liberdade reconstruam suas trajetórias”.

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