Corpo de Bombeiros reforça orientações para banhistas sobre correntes de retorno no mar 02/01/2026 - 17:00
Com a intensificação do movimento nas praias, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMPR) reforça as orientações de segurança aos banhistas sobre como agir em situações de risco provocadas por correntes de retorno, conhecidas como repuxo. O fenômeno, comum em áreas litorâneas, pode ocorrer mesmo em trechos do mar que aparentam tranquilidade.
“As correntes de retorno estão presentes em todo o litoral do estado, especialmente próximas a pedras e encostas. Por isso, é fundamental que os banhistas estejam atentos a como identificar esse fenômeno. Em geral, são trechos do mar onde não há formação de ondas, parecendo um rio que corre em sentido contrário. A corrente pode puxar a pessoa com velocidade e, em alguns casos, mesmo não sendo perceptível na superfície, atua com muita força na parte mais profunda”, explica a capitã do CBMPR, Tamires Pereira.
Nestes casos, a principal recomendação é manter a calma. Tentar nadar contra a força da água em direção à areia pode provocar exaustão rápida e aumentar o risco de afogamento. Por isso, ao perceber que está sendo levado para o mar, a recomendação é interromper o esforço e evitar o confronto direto com a corrente.
“A orientação é não lutar contra a força da água, tentar flutuar para recuperar o fôlego e deixar que a corrente o conduza. Em seguida, é importante nadar paralelamente à praia, já que as correntes de retorno costumam ser estreitas. Ao sair do fluxo, é possível aproveitar as ondas para retornar à faixa de areia com maior segurança”, afirma a capitã do CBMPR.
Para reduzir o desgaste físico, a orientação é flutuar para descansar. Permanecer boiando de costas ou em posição de sobrevivência ajuda a recuperar o fôlego e permite avaliar a situação com mais segurança antes de tentar sair da corrente.
A capitã também reforça os cuidados com as crianças, uma vez que podem ser puxadas pelas correntes com mais facilidade. “A recomendação é que elas permaneçam sempre no rasinho e, no máximo, a um braço de distância de um adulto. Mesmo um pequeno volume de água já é suficiente para arrastar uma criança”, alerta.
Caso sinta dificuldade ou não consiga sair sozinho, é fundamental pedir ajuda imediatamente. O sinal universal de socorro é levantar um dos braços acima da cabeça para chamar a atenção dos guarda-vidas.
O CBMPR ainda alerta para comportamentos que devem ser evitados: lutar contra a corrente, tentar voltar à praia nadando em linha reta e entrar em desespero são atitudes que aumentam o risco de acidentes no mar. O respeito às orientações de segurança, à sinalização das praias e às recomendações dos guarda-vidas é essencial para prevenir acidentes e salvar vidas.












