Polícia Científica

04/06/2015

Instituto de Criminalística do Paraná comemora 80 anos

A materialidade da prova, decisiva para estabelecer a autoria de um crime ou, por outro lado, a inocência de um suspeito, é de responsabilidade do Instituto de Criminalística do Paraná. Para comemorar o surgimento da instituição, ocorrido há 80 anos, uma solenidade foi realizada no fim da tarde desta quarta-feira (3), em Curitiba.

“A atividade pericial é que dá a sustentação para a prova material nas investigações. O avanço da tecnologia, cada vez mais, reforça a importância da atividade pericial, com novos métodos e ferramentas que vêm ajudar a polícia na elucidação dos crimes”, disse o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.

Da criação do Instituto de Criminalística até hoje, diversas mudanças ocorreram na instituição, com as novas tecnologias que foram surgindo, como a computação forense e os exames de DNA. Durante a sua trajetória, o Instituto de Criminalística se tornou referência pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos, como destaca o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Hemerson Bertassoni. “Nosso Instituto de Criminalística hoje está na vanguarda de vários elementos periciais no País, como o Laboratório de DNA, extremamente bem montado e que está aí nos mesmos moldes e à altura dos laboratórios da Europa e dos Estados Unidos”.

Para continuar avançando, o diretor atual do Instituto de Criminalística, Daniel Felipetto, planeja o trabalho para as próximas décadas. “Essas oito décadas foram excepcionalmente significativas e estamos dispostos e confiantes que poderemos trabalhar muito mais nas décadas vindouras. Para tal, temos planejada a construção da nova sede do instituto em Curitiba e estudamos mais sedes no interior do Estado, aliando um serviço de excepcional qualidade com capacitação técnica continuada”, afirmou ele.

CONHEÇA A CRIMINALÍSTICA - O Instituto de Criminalística do Estado conta com um dos mais modernos laboratórios de DNA do Brasil, inclusive com participação pioneira e efetiva na formação de banco de perfil genético de condenados por crimes hediondos que cumprem pena no Estado.

A Criminalística também possui um avançado Laboratório de Balística forense. O Laboratório de Perícias Audiovisuais realiza exames de elevada complexidade, tais como análise de conteúdo, verificação de edição, comparação de locutores e reconhecimento facial.

Já no Laboratório de Computação Forense são analisados dados de equipamentos de alta tecnologia, o que inclui computadores, discos rígidos, milhas diversas e aparelhos celulares. É onde são cruzados dados relacionados a crimes de pedofilia, crimes cibernéticos e tráfico de drogas.

O Laboratório de Documentoscopia efetua grande quantidade de exames grafoscópicos, documentoscópicos de pirataria e fraude diversas. DE forma similar, centenas de veículos com chassis remarcados ou adulterados são examinados mensalmente pelos integrantes do Laboratório de Identificação Veicular em todo o Estado.

Por sua vez, o Laboratório de Química examina substâncias tóxicas, alimentos e substâncias desiguais, como após combustão por incêndios. E, nas diversas cenas de crimes, os peritos localistas coletam todo tipo de vestígio e elementos que possam auxiliar o processo investigativo e o oferecimento da denúncia.

A Criminalística do Paraná possui o único Laboratório de Hipnose Forense da América Latina, que trabalha com vítimas e testemunhas de crimes graves.

HISTÓRICO - O Instituto de Criminalística do Paraná foi criado pelo decreto 790, de 16 de maio de 1935, com o nome de Laboratório de Polícia Técnica. Em novembro de 1936, foi atendida a primeira ocorrência envolvendo um acidente de trânsito na capital, com dois automóveis e um bonde.

A mudança para o nome de Instituto de Polícia Técnica veio no ano de 1953, quando adquiriu status de diretoria, criando-se as divisões técnica da capital, técnica do interior e técnica auxiliar. Vinte anos mais tarde foi implantada a primeira seção técnica do interior, na cidade de Londrina. Atualmente, são dez unidades da Criminalística instaladas, atendendo todo o Paraná.

Até 2001, a Criminalística, assim como o Instituto Médico-Legal, faziam parte da Polícia Civil. A partir de então, os dois institutos integram a Polícia Científica. Dessa forma, o Paraná conta com três polícias, a Militar, a Civil e a Científica.
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