Tigre

05/10/2017

Policiais do TIGRE dão curso para formar a CORE de Minas Gerais

Policiais civis do grupo TIGRE (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial), unidade de elite da Polícia Civil do Estado do Paraná, ministraram cursos para a formação de policiais de Minas Gerais que virão a incorporar a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) no estado mineiro.

Dos 21 policiais civis inicialmente inscritos, apenas 10 se formaram no Curso de Operações Policiais (COP), que é destinado a formar a CORE. Eles irão trabalhar como multiplicadores dos conhecimentos aprendidos durante o curso com os policiais civis do grupo TIGRE.

“O Grupo Tigre, além das atribuições rotineiras como investigação de casos de seqüestro e extorsão mediante seqüestro, e apoio operacional as polícias, tem como filosofia disseminar a doutrina de treinamento operacional para outras unidades. Este intercâmbio feito com o grupo de operações especiais da Polícia Civil de Minas Gerais mostra que o Grupo Tigre transpassa as fronteiras do Estado para levar nossa doutrina, a forma de atuação e treinamentos para outros grupos operacionais. A gente espera que com a formação destes novos grupos eles vão se especializar e poderão vir ao Paraná para trocar experiências e informações. Este intercâmbio é salutar e muito interessante parta a segurança pública uma vez que o crime não tem fronteiras”, disse o delegado operacional do Tigre, Cristiano Quintas.

A solenidade de formatura aconteceu na sexta-feira (29) na Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol). O COP é a porta de entrada do CORE dentro da PC de MG, ou seja, para que um policial faça parte da Coordenadoria, precisa ser aprovado no curso. No entanto, somente a aprovação não garante o ingresso no grupo.

Para o Superintendente de Investigação e Polícia Judiciária, Delegado-Geral Márcio Lobato, a criação do CORE é de grande importância no plano de segurança pública do Estado de Minas Gerais: “A formação desses policiais é o embrião para que possamos preparar e treinar bem os policiais civis de Minas Gerais para as missões de alta complexidade. Precisamos de mais policiais bem treinados e preparados para enfrentar a criminalidade”, avaliou.

Um dos instrutores do curso, Rodrigo Solotoriw, que trabalha no TIGRE, contou que a capacitação teve grande exigência e foram selecionados os melhores policiais, que lograram êxito no curso e que vão disseminar a doutrina de operações especiais. “A doutrina do TIGRE é capacitar, cada vez mais, policiais para prestarem melhores serviços e de forma profissional para a sociedade. Esses policiais formandos, aqui hoje, estão prontos para trabalhar em operações de alto risco e cumprirem mandados em situação extrema”, afirmou.

Um dos formandos, o investigador Marco Aurélio Matos, falou sobre a experiência de ter feito o curso: “Foi excelente estudar com uma das maiores referências de resgate de reféns em todo o Brasil. O TIGRE trouxe técnicas usadas no mundo todo, especialmente no resgate de reféns”, avaliou.
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