Fronteira precisa ser protegida com ações integradas entre forças nacionais e estaduais
07/10/2011 - 11:10

A fronteira do Paraná com outros países precisa ser blindada com união de forças policiais para que ações de segurança sejam mais eficazes, segundo afirmou o governador Beto Richa. Ele destacou a importância da 41.ª reunião do Colégio Nacional dos Secretários de Segurança Pública (Consesp) ter sido realizada em Foz do Iguaçu, historicamente uma das portas de entrada de drogas e armas que comprometem a tranquilidade de todos os brasileiros.

O encontro reúne secretários da Segurança Pública de todo o País em um dos principais destinos turísticos brasileiros. Nesta sexta-feira (7), os participantes vão discutir estratégias conjuntas e políticas de combate à criminalidade, em câmeras temáticas. Uma das principais discussões é a segurança em áreas de fronteira.

“É importante o compartilhamento de informações, a troca de experiências, a integração de idéias na elaboração de sugestões para o combate cada vez mais eficiente da criminalidade no território nacional, assim como na busca por novas tecnologias, no combate à violência nas regiões fronteiriças”, destacou Beto Richa, em entrevista coletiva, na noite de quinta-feira (6). Participaram da entrevista o secretário paranaense Reinaldo de Almeida Cesar, o presidente do Consesp, Wantuir Francisco Brasil Jacini, o diretor da Itaipu Binacional Jorge Samek e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Teodoro Scheremeta.

INTEGRAÇÃO – Para o governador citou como exemplo de integração para a proteção da região de fronteira a Operação Ágata II, das Forças Armadas, que conta com a participação da Polícia Federal, e das polícias paranaenses. “Trazer os secretários de segurança para Foz é uma escolha acertada já que, além de cidade turística, assim como tantas outras, é porta de entrada de drogas, armas e contrabando. É importante alocarmos mais recursos, investimentos e inteligência em ações integradas com o Governo Federal”, disse Richa. Ele anunciou que os ministros da Justiça, José Eduardo Cardoso, e da Defesa, Celso Amorim, devem ir à região de fronteira na semana que vem.

O secretário Reinaldo de Almeida César disse que o encontro vai finalizar propostas para autoridades federais, do Legislativo, do Judiciário, e do Poder Executivo para aperfeiçoamento da justiça criminal. Para ele, a maior expectativa do evento está na elaboração da Carta do Paraná, documento final que agrega todas as sugestões e decisões. “Será fruto das experiências de todos os secretários municipais de segurança do Paraná, bem como dos responsáveis por esta pasta nos estados do Brasil”.

Almeida Cesar avalia que os secretários vivem as angústias do exercício da função, pela enorme expectativa que há na sociedade brasileira, em todos os estados, no que se refere à segurança pública. “O Paraná, por meio dos técnicos da Secretaria de Segurança oferecerá contribuições relevantes para este debate nacional”, afirma.

DISCUSSÃO – O Consesp foi dividido em câmaras técnicas, para a discussão de assuntos específicos da Justiça e da Segurança Pública, segundo o presidente do colégio e secretário da Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini. “A política que permeia todas as câmaras temáticas é de integração. É preciso que as secretarias trabalhem em conjunto, unidas pelas instituições policiais”.

Esta é a terceira reunião do Consesp no ano e espera-se que até dezembro ocorra a quarta reunião. “São formuladas políticas públicas, das quais derivam ações, para os 11 estados de fronteira”, explica Jacine. Os debates resultarão em documento final, o qual será encaminhado ao Governo Federal.

O presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, lembrou que a região fronteiriça está vivendo um grande momento de crescimento econômico, e o maior problema apontado em pesquisas é a segurança. “O Governo do Estado vai instalar um grande batalhão da PM na região, a Polícia Federal se equipou com três lanchas, blindadas, para fiscalizar todo reservatório da usina, além de investir no veículo aéreo não tripulado (Vant)”, citou Samek, para exemplificar ações de segurança já em andamento na região. O crescimento econômico de Foz, segundo ele, está resgatando o turismo, e por isso a cidade não pode conviver com a violência e com o narcotráfico.