Estados assinam acordo para unificar banco de dados da segurança pública
07/10/2011 - 18:20

Os três estados da Região Sul e Mato Grosso do Sul firmaram acordo de cooperação mútua que garante acesso ao banco de dados da segurança pública das quatro unidades. A medida também prevê a criação do Conselho de Inteligência de Segurança Pública para acompanhamento dos trabalhos. O documento foi assinado na tarde desta sexta-feira (7), durante a 41.ª reunião do Colégio Nacional de Secretaria de Segurança Pública (Consesp), em Foz do Iguaçu.

Para o secretário da Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, também presidente do Consesp, essa iniciativa expressa a importância do trabalho das polícias científicas e, principalmente, da união dos Estados no combate à criminalidade. “Até o momento, o contato entre as polícias era feito de forma interpessoal, agora, o trabalho será institucionalizado e mais completo”, explicou.

O diretor do Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep), Evaristo Kuceki, explicou que cada estado deverá enviar cerca de 20 policiais para aprender a operar os sistemas de segurança pública dos quatro estados. Todos os dados de qualquer indivíduo que tenha o cadastro nos órgãos de segurança ficarão disponíveis. “Nós queremos, com isso, prevenir e reprimir as infrações administrativas, cíveis e criminais de maneira organizada e eficaz”, ressaltou.

Após a assinatura do documento, feita pelos secretários da Segurança do Paraná, Reinaldo de Almeida Cesar; do Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini; de Santa Catarina, César Augusto Grubba; e, na próxima semana, do Rio Grande do Sul, Airton Aloisio Michels; o acordo entrará em vigor. No próximo dia 20, os policiais que terão acesso às senhas e auxiliarão na assistência do funcionamento dos sistemas de seus Estados farão um treinamento.

A próxima fase do processo, segundo Kuceki, é criar um sistema unificado com informações. Por enquanto, os dados dos sistemas já existentes serão compartilhados. Haverá reuniões periódicas para fazer acompanhamento dos acessos aos dados e dos resultados. O acordo tem a validade de quatro anos e poderá ser prorrogado.

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